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Lobeira (Solanum lycocarpum): características

 
Ramo com flor roxa da árvore lobeira

Família - Solanaceae A. Juss.

Gênero - Solanum L.

Nome científico - Solanum lycocarpum A. St - Hil.

Origem - Nativa do Brasil

A espécie Solanum lycocarpum é uma planta nativa do Cerrado e Mata Atlântica onde vegeta em áreas de savana, campos sujos, matas ciliares e áreas de pastagens.

Esse arbusto acaba sendo conhecido como lobeira ou fruta-do-lobo devido ao seus frutos fazerem parte da dieta do lobo-guará, constituindo uma das principais fontes alimentares desse animal e ainda auxiliando-o no combate do parasita Dioctophyma renal que pode afetar os seus rins.

Outra interação da planta lobeira são com formigas, muitas vezes ferozes e que acabam protegendo a planta da herbivoria de outros insetos e animais. É comum essa planta estar com a presença de muitas delas apesar de não possuir nectários extraflorais e domácias que serviriam de atrativos e recompensas para esses insetos, mas essas formigas encontradas na lobeira se alimentam de secreções açucaradas e nutritivas de alguns insetos sugadores de seiva, logo protegem esses insetos e também a planta. Muitos estudos constatam que essas interações com formigas favorecem o crescimento e produção de frutos das plantas devido a maior preservação da sua folhagem.

Características da lobeira


Fruta lobeira em meio a folhagem
Fruto da lobeira

A lobeira possui porte de arbusto ou arvoreta, em média de até 5 metros de altura; o tronco é geralmente tortuoso, com casca parda, fissurada e com poucos acúleos (semelhantes a espinhos) espaçados; a copa é irregular e aberta com ramos tortuosos e também com acúleos.

As folhas são simples e alternas, de formato elíptico, possuem acúleos no pecíolo e na nervura principal da face inferior, as nervuras são salientes, ambas as faces possuem tricomas, são ásperas ao tato, possuem margem inteira e sinuosa e são de cor verde-acinzentada com pilosidade esbranquiçada.

As inflorescências surgem em cimeiras terminais, possuem tricomas e o florescimento ocorre durante todo o ano; o cálice possui lobos lanceolados e se curvam para fora; a flor possui corola de cor roxa e anteras amarelas com tricomas (pelos), possui 5 pétalas e formato de estrela.

A fruta-do-lobo é uma baga globosa e carnosa, mede de 8 a 13 cm de diâmetro, possui cor verde-amarelada quando madura, a polpa é amarelada e nela contém muitas sementes achatadas.

Esses frutos são consumidos pelo lobo-guará, morcegos, lagartos, roedores, e outros. A dispersão das sementes ocorre por gravidade, por animais que comem os frutos e por formigas que fazem a dispersão secundária.

As sementes da lobeira possuem média porcentagem germinativa e perdem a viabilidade em poucas semanas. Para fazer mudas, as sementes após colhidas devem ser escarificadas para facilitar a germinação.

Folha vista de frente com nervuras salientes e margem ondulada, medindo aproximadamente 25 cm de comprimento
Folha da lobeira


Acúleo do pecíolo e da nervura por baixo da folha
Acúleos da lobeira


Formiga em meio aos botões florais junto a insetos cigarrinhas
Formiga (Camponotus rufipes) junto a insetos (Enchenopa sp). Formiga agressiva que protege o inseto em troca de alimento e consequentemente a planta.


copa rala do arbusto lobeira com morro ao fundo
Aspecto geral da planta


Casca fissurada e com poucos acúleos muito distantes
Aspecto da casca da lobeira

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