A flor cosmos, além de ser utilizada para fins ornamentais, também serve na medicina tradicional e como planta alimentícia não convencional.
O cosmos pertence à família Asteraceae, a mesma das margaridas; e ao gênero botânico Cosmos, um gênero que compreende algumas espécies de plantas. Entre os tipos de cosmos, os mais populares são o Cosmos sulphureus que possui flores nas cores amarela, laranja e vermelha; o Cosmos bipinnatus com flores nas cores branca, rosa e roxa; e o Cosmos caudatus com flores rosa a violeta.
Além do nome Cosmos, essas plantas também podem ser conhecidas pelos nomes populares: amor-de-moça, beijo-de-moça, bem-me-quer, carrapicho-grande, picão-grande e picão-de-padre.
Quanto a origem, as espécies de cosmos são nativas da América do Norte e América Central. Hoje as espécies encontram-se distribuídas como plantas exóticas invasoras em várias partes do mundo.
O cosmos pode ser visto em beiras de ruas, em terrenos baldios e como planta ornamental nos jardins. Todos os tipos de cosmos são de fácil cultivo, pois são plantas que toleram solo pobre em nutrientes, períodos prolongados de secas e sol pleno. A erva tem ciclo de vida anual e curta duração, mas devido as sementes que caem no solo, sempre nascem novas mudas.
Utilidades da flor Cosmos
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| Cosmos sulphureus de cor laranja |
O cosmos é muito utilizado nos jardins devido a sua florada intensa e de variadas tonalidades, mas além disso, algumas espécies de cosmos são comestíveis e também são utilizadas na culinária e medicina popular.
Como exemplo, o Cosmos sulphureus, Cosmos caudatus e Cosmos bipinnatus têm as flores e folhas utilizadas para consumo. As flores são consumidas ao natural em saladas e também são utilizadas para decorar bolos, doces, coquetéis e outros alimentos. Devido aos carotenoides, o cosmos amarelo e laranja ainda são usados como corante natural, pois suas pétalas liberam pigmentos que podem dar cor a caldos, sopas, molhos e chás.
As folhas do cosmos são preparadas picadas e refogadas, muitas vezes são misturadas a outros temperos naturais, como salsinha. Em países do sudeste asiático, os brotos de plantas jovens são consumidos crus em saladas mistas e também acompanhados de pasta de pimenta com camarão e arroz cozido. O cosmos tem sabor amargo, mas pode ser atenuado quando suas flores e folhas são misturadas aos outros alimentos ou quando utilizadas folhas de plantas jovens. O sabor do cosmos é um pouco equivalente ao sabor da serralha, outra planta comestível e amarga.
Na medicina popular, principalmente em países asiáticos, a planta cosmos é utilizada na forma de infusão para prevenir e auxiliar no tratamento de osteoporose, artrite, dor no estômago, malária, problemas do fígado e baço.
Apesar dos muitos benefícios, o cosmos possui oxalato e por isso não deve ser consumido cru por quem tem histórico de cálculos renais, já que essa substância pode contribuir para a formação de cristais de cálcio. Fora isso, a planta é considerada segura para consumo por não ter causado nenhum dano nos testes realizados com animais.
Nutrientes e propriedades do Cosmos
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| Cosmos sulphureus de cor amarela |
Entre os seus nutrientes, as folhas do cosmos amarelo apresentaram 6,9% de proteína bruta; 11,9% de fibras; 12,1% de minerais; vitaminas B1, B2, C e 1392 kcal/kg. Já as flores possuem carotenoides, compostos pigmentados que são responsáveis pela sua coloração e no corpo humano são precursores de vitamina A, além da ação antioxidante. As flores também são fontes de minerais como cálcio, magnésio, potássio e fósforo; e proteínas, mas em teores muito menores do que as folhas, ainda assim contribuem com aminoácidos essenciais à dieta humana.
Estudos promissores destacaram algumas importantes propriedades medicinais da flor cosmos. A espécie Cosmos sulphureus, segundo estudos realizados com ratos, tem potencial de fortalecer os ossos por otimizar o aporte de nutrientes para a medula e também atua contra o estresse oxidativo do tecido ósseo.
O cosmos sulphureus foi eficaz no tratamento de artrite em animais. Os extratos da planta reduziu a inflamação e inibiu enzimas que degradam as articulações. O cosmos também apresentou ação hepatoprotetora, gastroprotetora, vasodilatadora, analgésica e antidiabética. Todos as propriedades foram comprovadas em estudos preliminares realizados apenas em animais e células in vitro. Ainda são aguardados ensaios clínicos em humanos afim de estabelecer dosagens seguras e eficientes para possíveis tratamentos fitoterápicos.


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