A ipomeia corriola possui as flores roxas e tem usos inusitados em algumas regiões do mundo.
A espécie de nome científico Ipomoea cairica é conhecida popularmente como corriola, corda-de-viola, ipomeia, ipomeia-roxa, ipomeia-do-cairo, jetirana, jitirana e enrola-semana. A planta é uma trepadeira da família botânica Convolvulaceae e uma parente da batata-doce.
A origem da Ipomoea cairica é um pouco incerta, muitos herbários dão como originária das regiões tropicais da África e Ásia. A espécie foi descrita pela primeira vez através de plantas coletadas na região do Cairo, Egito. Daí surgiu o epíteto específico "cairica" em seu nome científico, que é referente ao Cairo. Atualmente a planta é encontrada em todas as regiões tropicais do mundo, incluindo o Brasil, onde ocorre como espécie exótica em várias regiões do país.
Características:
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| As flores roxas podem ser vistas agrupadas ou isoladas |
A corda-de-viola (Ipomoea cairica) tem como características principais ser uma trepadeira perene. As folhas são digitadas com 5 a 7 lóbulos, elas ficam dispostas de forma alternada e são glabras (sem pelos). As flores são tubulares, medindo 4 a 6 cm de comprimento e 5 a 8 cm de diâmetro, com coloração lilás a roxa, pétalas fundidas e a garganta da corola em tonalidade mais escura. A planta floresce o ano todo. Os frutos são cápsulas subglobosas que medem entre 10 a 12 mm de diâmetro e ficam marrons na maturação. Em seu interior contém 3 ou 4 sementes tomentosas, pretas, angulosas ou quase globosas e de 6 mm de comprimento. As raízes são tuberosas.
Para que serve a Ipomoeia cairica:
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| As folhas da corriola são pequenas e digitadas |
A Ipomoea cairica, chamada de corriola ou corda-de-viola, além de servir como trepadeira ornamental, é utilizada na medicina tradicional de alguns países. No Brasil por exemplo, são relatados usos para tratar inflamações e reumatismo. Em países africanos e asiáticos são feitos usos do cataplasma das folhas contra afecções de pele. A infusão das folhas contra diarreia, processos inflamatórios, malária, infecções bacterianas e virais. O decocto das raízes contra hepatite e como purgante. Entre outros usos.
Alguns estudos realizados com animais confirmaram que a trepadeira corriola possui algumas propriedades medicinais, esses estudos corroboram alguns usos medicinais que são feitos com ela em comunidades rurais. As partes aéreas da ipomeia-roxa já demonstraram ter as atividades: antioxidante, anti-inflamatória, antidiabética, hepatoprotetora, nefroprotetora e antimicrobiana. No entanto, sua eficácia e segurança para uso como planta medicinal ainda precisam ser avaliados em estudos mais aprofundados.
Toxicidade: as sementes da Ipomoea cairica são consideradas tóxicas por possuírem alguns alcaloides que podem provocar diarreias e outros efeitos adversos. O alto consumo da planta por animais herbívoros também pode causar alguma toxicidade.
Outro uso feito com a corriola de flor roxa, é referente ao consumo das suas raízes tuberosas. Na Nigéria o seu tubérculo passou a ser consumido principalmente durante a Guerra Civil Nigeriana, em décadas passadas, e foi muito utilizado como substituto de outros legumes.
Em análises dos teores nutricionais, o tubérculo da ipomeia corriola demonstrou ter alto teor de carboidratos, proteínas, lipídios, minerais e fibras. Segundo o pesquisador John G. N. e seus colaboradores, em uma publicação científica entitulada "Phytochemical and Proximate Analysis of Ipomoea cairica Tuber", o tubérculo da corriola roxa pode ser utilizado para consumo da mesma forma que o inhame e o taro.
Obs.; A publicação tem caráter meramente informativo sobre a espécie botânica e seus usos relatados na literatura científica. Para consumo ou uso medicinal de plantas, busque a orientação de um profissional da área.


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