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Erva mentrasto (Ageratum conyzoides)

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Família - Asteraceae Bercht. & J. Presl

Tribo - Eupatorieae Cass.

Gênero - Ageratum L.

Nome científico - Ageratum conyzoides L.

O mentrasto é uma erva originária da América Central e América do Sul e que ocorre no Brasil de forma nativa com ampla distribuição por todo o país. Além da distribuição natural em suas regiões de origem, hoje essa planta se encontra distribuída como espécie invasora em diversas regiões da América do Norte, África, Europa, Ásia e Oceania.

O mentrasto ainda pode ser chamado popularmente por outros nomes que também podem ser dados a outras plantas e que podem variar conforme as regiões, como erva-de-são-joão, erva-de-são-josé, catinga-de-bode, picão-roxo, picão-branco, entre outros.

Características do mentrasto:

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Detalhe do caule e pecíolo coberto por tricomas pilosos

A espécie Ageratum conyzoides é uma erva anual, levemente aromática e pilosa, possui muitos pelos brancos nítidos por todo o caule e pecíolos. O caule é de cor verde, ou acastanhado quando mais velho; as folhas são dispostas em longos pecíolos, são simples, opostas, de formato ovalado, com três nervuras principais evidentes, possuem bordas crenadas, cor verde-clara, textura membranácea e áspera ao tato devido a pubescência.

A inflorescência é em capítulo com flores pequeninas e que possuem tonalidade lilás a branca. O fruto é um aquênio muito pequeno e de cor preta.

Propriedades medicinais do mentrasto:

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Folha do mentrasto possui margem com recortes arredondados

O mentrasto muitas vezes é utilizado como planta medicinal contra alguns problemas de saúde, tendo os relatos de usos referentes no combate a febre, flatulência, cólicas, dores, reumatismo, artrose, úlcera e depressão.

Estudos comprovaram atividade anti-inflamatória, cicatrizante, antibacteriana, antifúngica, inseticida, antiparasitária, analgésica, antitérmica, hipoglicemiante, anti-hipertensiva e gastroprotetora.

Quanto a toxicidade estudos demonstraram que o extrato aquoso e o alcoólico de mentrasto administrado em ratos a doses de até 2 g/kg não produziu efeitos tóxicos.

Entretanto, alguns estudos de toxicidade aguda em tratamento a longo prazo demonstraram que pode ocorrer danos hepáticos, renais e hematológicos. Por esse motivo é sugerido cautela ao usar partes da planta para fins medicinais.

Inclusive a espécie Ageratum conyzoides está listada pela Anvisa entre as plantas que não podem ser utilizadas na composição de fitoterápicos industrializados.

Assista ao vídeo sobre o mentrasto ou erva-de-são-joão:


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