Família - Solanaceae / A Juss
Gênero - Solanum / L
Nome científico - Solanum americanum / Mill.
Nomes anteriores - Solanum amarantoides, S. nodiflorum, S. oleraceum, S. sciaphilum, S. tenellum, S. tenuiflorum.
A maria-pretinha possui o nome científico Solanum americanum e pertence a família botânica Solanaceae, a mesma família da berinjela, pimentão, jiló, tomate, fruta-do-lobo e fruta-do-sabiá. No Brasil ela também pode ser conhecida popularmente como erva-moura; enquanto em outros países, ela pode ser chamada de hierba mora, põpolo (em espanhol), black nightshade (em inglês), entre outros nomes.
A maria-pretinha possui origem no continente americano, ela é nativa da América do Norte, América Central, Caribe e América do Sul. Além da sua faixa nativa, essa planta já se encontra introduzida em várias partes do mundo. Aqui no Brasil, essa planta ocorre de forma nativa por todas as regiões e em diversas formações vegetacionais, incluindo as áreas antrópicas, como quintais em áreas rurais e até mesmo em áreas urbanas.
Benefícios:
Para que serve a maria-pretinha? Por conta da sua vasta distribuição, a maria-pretinha acabou ganhando popularidade em vários países, seja como erva daninha, ou como planta alimentícia e também medicinal, ou mesmo por conta da sua toxicidade. Em alguns países da América Latina, África e Ásia, as suas folhas são consumidas como verdura após o cozimento, afim de suprir algumas necessidades nutricionais. Com as suas folhas ainda são feitos usos medicinais para tratar úlceras, febre, asma, espasmos, gases estomacais, hepatite, disenteria, coceiras na pele, sarampo, eczemas, feridas e inflamações. Na Índia são relatados usos das suas raízes como um componente, junto a outras raízes, para o preparo de uma bebida tônica que é recomendada pela medicina ayurvédica.
Outros usos dessa planta são referentes aos seus frutinhos, apesar de serem reconhecidos no meio científico como altamente tóxicos quando ainda estão verdes devido a presença de alguns glicoalcalóides. Mas quando maduros eles são comestíveis, até mesmo ao natural, pois sua toxicidade é reduzida e aceitável. Inclusive os frutos da maria-pretinha são sugeridos como comestíveis em algumas importantes publicações sobre plantas alimentícias, como o Caderno do Itaboraí (Fiocruz), em que a planta está listada para consumo, tanto os frutos in natura, como suas folhas em receitas de sopa e farofa.
Tanto as folhas quanto os frutos da maria-pretinha possuem ricos valores nutricionais. Em suas folhas e talos foram encontrados altos teores de proteínas, cálcio, ferro, fibras e vitaminas B e C. Já nos frutos foram encontrados valores significativos de proteínas, lipídios, carboidratos, cálcio e ferro. Quanto as propriedades medicinais, já são reconhecidas em pesquisas científicas que a espécie Solanum americanum possui atividades: antioxidante, analgésica, antiartrite, antimicrobiana, anticancerígena, hepatoprotetora, anti-inflamatória, diurética e antipirética.
Como vimos, a maria-pretinha possui substâncias tóxicas; no entanto, ela pode ser comestível, desde que suas folhas sejam cozidas — jamais consumidas cruas — e os frutos, consumidos apenas quando estiverem maduros, com a cor totalmente preta.
Características da maria-pretinha:
Hábito — planta herbácea de longevidade anual a perene de vida curta.
Porte — geralmente encontrada entre 60 cm a 1,5 m de altura.
Caule — ereto; cilíndrico na parte basal e anguloso (quase triangular) na parte superior; não possui espinhos, mas possui minúsculas cristas longitudinais quase imperceptíveis.
Folha — peciolada; se distribui de forma alternada; possui limbo simples com formato ovado a elíptico; possui textura membranácea; ambas as faces são levemente pubescentes; a margem pode ser inteira ou com dentes esparsos.
Inflorescência — cimeira terminal.
Cálice — Lóbulos triangulares e pubescentes.
Flor — estrelada e de cor branca com anteras amarelas.
Fruto — pequenina baga globosa e lisa; na maturação possui cor preta-arroxeada e brilhante; é suculenta e de sabor adocicado; contém muitas sementes. Os frutos possuem cálice com lóbulos deflexos (são virados para fora) e ficam dispostos em pedicelos retos que persistem na planta por alguns dias após a queda da baga.
Sementes — achatadas e amareladas, medem 1 mm de comprimento.
Obs; Solanum americanum é um pouco similar em algumas características a espécie Solanum chenopodioides.
Assista ao vídeo abaixo sobre a maria-pretinha ou erva-moura:

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