Vitória-régia: a gigante planta aquática da Amazônia

 
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Vitória-régia (Victoria amazonica)

Família - Nymphaeaceae Salisb.
Gênero - Victoria Lindl.
Nome científico - Victoria amazonica (Poepp.) J. E. Sowerby
Nomes populares - Vitória-régia, jaçanã, rainha-dos-lagos, aguapé-assu, nampé, uapé, milho-d'água



A vitória-régia é uma planta aquática que causa encantamento devido as suas gigantes folhas que se parecem com enormes bandejas.


Essa planta é nativa da região amazônica, onde habita ambientes de águas calmas. Ela pertence à família Nymphaeaceae, a mesma das ninféias, que são outras plantas aquáticas bem menores.


O seu nome científico é Victoria amazonica, tendo o nome do gênero Victoria como homenagem à rainha da Inglaterra. No século XIX, botânicos em expedição a Guiana, que na época pertencia aos ingleses, levaram exemplares para o Reino Unido, onde a planta foi descrita e nomeada de Victoria regia. Anos mais tarde foi mudado para Victoria amazonica para estar de acordo com a nomenclatura botânica.



Características:


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A vitória-régia é uma planta herbácea, aquática e espinhenta. Vive fixada pelos seus rizomas e raízes no fundo de ambientes aquáticos de pouca correnteza, como as várzeas e igapós da região amazônica.


Suas enormes folhas chegam a medir até 2 metros de diâmetro, ficam flutuando na superfície, possuem bordas viradas para cima, cor verde na face superior e roxa na inferior. Por baixo, elas possuem nervuras com longos espinhos e espaços internos como dutos para circulação de gases, o que também favorece a flutuação.


As folhas são levadas até a superfície por longos pecíolos espinhentos. São folhas muito resistentes, podem suportar o peso de até 40 quilos. Por esse motivo, alguns animais como, aves e pequenos jacarés, aproveitam para repousarem sobre essa estrutura.


Outra parte da planta que causa deslumbramento, são suas flores. A flor quando se abre pela primeira vez é feminina e na cor branca. Ao iniciar a noite, a temperatura interna da flor aumenta até 11 graus acima da temperatura ambiente, fazendo com que se abra e exale um aroma adocicado que chega a longas distâncias. Esse aroma atrai um pequeno besouro que é seu principal polinizador e que traz pólen de uma flor macho.


Passado a noite, a flor se fecha pela manhã e reabre somente no próximo anoitecer. Mas dessa vez, por ter sido polinizada, há uma mudança de sexo e cor, ela estará na cor rosa e transformada em flor macho produzindo pólen.


Portanto, a flor da vitória-régia possui os dois sexos, mas as partes femininas ficam férteis na noite anterior às masculinas.


O período de floração tem duração de dois dias e após o período fértil, a flor afunda dando inicio a formação e maturação do fruto espinhento. Quando amadurece, o fruto flutua algumas horas para que suas sementes sejam levadas pela água.



Utilidades da Vitória-régia:


Como planta ornamental, a vitória-régia está presente em jardins botânicos mundo afora, em lagos de jardins públicos e até mesmo particular, necessitando que sejam lagos de grandes dimensões e que tenham boa fertilidade.


Para fins de consumo, são utilizadas várias partes da vitória-régia. Das suas sementes são feitos pipoca, farinha, mingau e paçoca; as flores são usadas para saladas e geleias; os caules e rizomas para outras iguarias.



Assista ao vídeo da Vitória-régia:




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